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Petróleo cai com receio sobre maior oferta e desaceleração econômica

Os preços do petróleo entraram em colapso nesta terça-feira (23), repercutindo uma onda de vendas de ativos de risco diante de receios com a desaceleração economia global. Além disso, aumentaram os receios de uma maior oferta global por parte de grandes produtores.

Em Nova York, o WTI para dezembro caiu 4,22%, a US$ 66,43 o barril, depois de tocar mínimas desde meados de agosto. Em Londres, o Brent (referência global da commodity) para dezembro recuou 4,25%, a US$ 76,44 o barril, após descer ao menor patamar desde o começo de setembro.

“A questão é: quão severa será a correção que veremos?”, questiona Gene McGillian, gestor de pesquisa da Tradition Energy.

As preocupações com um aumento de disponibilidade de petróleo aumentaram hoje depois de o ministro saudita da Energia, Khalid al-Falih, dizer que o reino planeja aumentar a produção para suprir a queda em outros grandes mercados produtores.

Al-Falih já havia feito comentários nessa linha na segunda (22). Ele teria dito a uma agência de notícias russa que o reino elevará a produção de petróleo para 11 milhões de barris por dia, 300 mil barris por dia a mais que a atual.

“Essa retórica gera comparações com a estratégia da Opep que colaborou para o ‘crash’ dos preços do petróleo no fim de 2014, embora, hoje, o mercado tenha capacidade ociosa muito menor e estoques de forma geral mais baixos”, dizem analistas da Schneider Electric.

A forte queda dos mercados de ações em Nova York e na Europa chegou a pressionar os preços mais cedo, devido ao entendimento de que a baixa nas ações se deve à perspectiva de enfraquecimento econômico ‒ o que, por tabela, afetaria a demanda por petróleo. Mas Wall Street já recuperou boa parte das perdas.

Hoje, analistas do UBS previram que o crescimento da demanda por petróleo vai desacelerar em 2019, devido aos preços mais altos do barril e da expansão econômica mais lenta.

No começo deste mês, tanto a Agência Internacional de Energia quanto a Opep reduziram suas estimativas para o crescimento da demanda global para este ano e o próximo.

 

Fonte: Valor Online

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