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Petróleo volta a recuar com tensões comerciais

Os preços do petróleo voltaram a fechar o dia em queda na sessão desta quarta-feira (29), com as disputas comerciais entre Estados Unidos e China pressionando a cotação da commodity. Há receio de que uma redução global do crescimento econômico, acentuada pelas desavenças entre os países, possa afetar a demanda por petróleo.

Os contratos futuros do Brent para agosto encerraram o dia em queda de 1,16%, a US$ 67,87 o barril, na ICE em Londres. Já os contratos do WTI para julho encerraram o dia em queda de 0,55%, a US$ 58,81 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

No mais recente desdobramento da guerra comercial EUA-China, a Huawei entrou com uma ação junto a um tribunal do Texas para buscar decisão legal sobre lei que limita gastos federais em produtos da empresa, sob alegação de que ameaçam a segurança nacional – a Huawei diz que o governo americano não conseguiu comprovar a acusação.

Além disso, outro passo relacionado à rivalidade diz respeito às terras raras, metais especiais e escassos, que a China é o maior fornecedor global e, agora, ameaça restringir vendas aos EUA. Esses elementos raros são usados como insumos em diversos produtos de tecnologia, setor que tem se mostrado nevrálgico no acirramento das tensões bilaterais.

“O que está acontecendo hoje, essencialmente, é aversão a risco”, diz Harry Harry Tchilinguirian, diretor global de mercado de commodities no BNP Paribas.

Em maio, mês em que as tensões comerciais voltaram ao radar dos investidores, os preços do Brent acumulam queda de 7,70%, enquanto os do WTI recuam 4,56%. Pressões baixistas também são observadas pelo lado da oferta, com os estoques de petróleo nos EUA somando 477 milhões de barris, maior nível em 22 meses.

Os investidores monitoram os dados semanais de estoque que serão divulgados ainda nesta quarta, pelo Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês). Analistas ouvidos pelo S&P Global Platts estimam uma queda de 1,4 milhão de barris para a semana encerrada no dia 24 de maio.

 

Fonte: Valor Online

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