Mesmo com a deflação de 2,14% dos preços de combustíveis no primeiro bimestre deste ano, o resultado acumulado em 12 meses é de alta de 33,33%, segundo o IPCA de fevereiro, indicador oficial de inflação no país, calculado pelo IBGE. Ao longo de 2021, o aumento foi de 49,02%. A gasolina, que é o item de maior peso, teve deflação de 1,60% no bimestre, mas tem alta de 42,71% do preço em 12 meses. Já o etanol recua 7,73% no ano, mas o aumento do preço atinge 36,17% em 12 meses. Antes do reajuste dos combustíveis anunciado pela Petrobras, o último tinha ocorrido em 12 de janeiro. Essa deflação dos dois meses, portanto, reflete a manutenção dos preços dos combustíveis nas distribuidoras. O gerente do IPCA, Pedro Kislanov, afirmou que o reajuste da Petrobras vai impactar o IPCA em março e tende a se espalhar por outros segmentos da economia, mas não é possível saber a magnitude do impacto.
Fonte: Valor Online
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