A estocagem do gás natural associado produzido nos campos do pré-sal seria uma solução desejável mas ainda é difícil de ser viabilizada, destacaram nesta segunda-feira (26) especialistas que participam da feira Rio Oil & Gas.
Falando na palestra “Aproveitamento do gás natural associado produzido nos campos do pré-sal”, o secretário executivo de gás natural do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Luiz Costamilan, reconheceu que — apesar de “fazer sentido” — esse tipo de solução esbarra na dificuldade criada pela imprevisibilidade da demanda.
“Modelos de estocagem são de difícil materialização num mercado onde você não tem sazonalidade”, afirmou ele. Nos Estados Unidos e na Europa, o gás é comercializado a preços mais baixos no verão e mais altos no inverno, exemplificou.
Gerente executivo de gás e energia da Petrobras, Álvaro Tupiassu reforçou que a “aleatoriedade” da demanda é um obstáculo, mas frisou que a companhia já realiza estocagem subterrânea de gás e também utiliza navios para esta finalidade. No Hemisfério Norte, inverno e verão são muito marcados, o que não acontece no Brasil, ressaltou Tupiassu. A realidade no Brasil, em termos de demanda, é de vazões altas por períodos curtos de tempo, explicou ele.
Fonte: Valor Online
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