A comercializadora de energia Tradener deu início, neste domingo (21), à importação interruptível de gás natural boliviano para o Brasil através do gasoduto Gasbol, visando atender à demanda emergencial de um cliente do mercado nacional, cujo nome permanece em sigilo.
No total, serão importados cerca de 2,6 milhões de metros cúbicos de gás até terça (23). Ao Valor, o presidente da empresa, Walfrido Ávila, diz que, em 2023, a importação ocorreu por alguns meses, mas esta é a primeira vez, em 2024, que ocorre a importação do insumo.
“O cliente ligou de última hora na sexta pedindo urgência na operação para três dias de importação. Vamos fazer isso também com gasoduto virtual [método alternativo de transporte de gás natural para locais onde não há redes de gasodutos disponíveis] com caminhões. Podemos fornecer gás natural comprimido, liquefeito”, diz o executivo.
Segundo o executivo, o mercado brasileiro de gás ficou por anos reprimido, mas está finalmente crescendo. Mesmo assim, ele vê a necessidade de mais players no setor para trazer confiança aos clientes.
Hoje, a Petrobras lidera o mercado, porém, boa parte do gás é reinjetada nos poços de extração de petróleo. Além disso, a Argentina pode, em breve, se tornar um importante fornecedor do gás por meio de Vaca Muerta, segunda maior reserva do mundo de gás de xisto, já que foi iniciada a construção de um gasoduto até o porto de Bahía Blanca e que, numa segunda fase, poderia levar o gás argentino até o Brasil.
Em 15 de abril, o Ministério de Minas e Energia habilitou a Tradener e Bolt Energy a importar energia da Venezuela. Essas operações têm como objetivo principal a redução dos custos com geração para suprimento de energia ao Estado de Roraima.
Fonte: Valor Online
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