O consumo de energia elétrica no Brasil registrou uma ligeira alta em novembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, de 0,1%, para 47.420 gigawatts-hora (GWh), revertendo a tendência de queda dos três últimos meses. Apesar da recuperação na média nacional entre todos os setores, a indústria teve retração de 0,6%, refletindo a queda do consumo de 27 dos 37 setores pesquisados, com liderança do setor químico. O setor comercial foi o que teve maior queda, de 1,7%, justificada, segundo a EPE, por temperaturas mais amenas em relação ao mesmo período do ano passado. Já a classe residencial teve alta de 0,9%, com a melhora da renda das famílias e um melhor desempenho da região Centro-Oeste, afirmou a autarquia. O resultado só não foi melhor, destacou a Resenha, pela vigência da bandeira vermelha. “A vigência da bandeira tarifária vermelha, patamar 1, em novembro de 2025, pode ter atuado como fator de contenção da demanda, ao elevar o custo da energia elétrica e amenizar o ritmo de crescimento do consumo residencial no mês”, explicou a EPE.
De acordo com a EPE, em outubro de 2025, teve início a operação comercial da interligação de Roraima ao SIN, conectando todos os estados do Brasil. Ao todo 209 mil unidades consumidoras foram conectadas ao SIN, levando a uma queda de 50,7% no consumo dos Sistemas Isolados em novembro de 2025, em relação a novembro de 2024. Ainda existem 463 mil unidades consumidoras atendidas pelos Sistemas Isolados. Dessas, pouco mais de 9 mil estão em Roraima. Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre (ACL), com 21.672 GWh, respondeu por 45,7% do consumo nacional de energia elétrica em novembro de 2025, com crescimentos de 4,8% no consumo e de 34% no número de consumidores, na comparação com novembro de 2024. O Norte foi a região que mais expandiu o consumo (+12,0%), enquanto o Centro-Oeste teve o maior aumento no número de consumidores livres (+55,7%). Já o mercado regulado das distribuidoras, com 25.748 GWh, que respondeu por 54,3% do consumo nacional, teve queda no consumo de 3,6% e aumento no número de consumidores de 1,5% em novembro de 2025.
Mercado regulado
No mercado regulado, somente o Centro-Oeste registrou expansão do consumo (+4,9%) entre as regiões, enquanto a região Norte teve o maior aumento no número de consumidores cativos (+2,5%). “O movimento de migração de consumidores cativos para o mercado livre permanece intenso após abertura para todos os consumidores do grupo A (alta tensão) em janeiro de 2024, estabelecida na portaria do MME 50/2022. Segundo a Aneel, houve migração de 27 mil consumidores para o ACL em 2024, e outros 20 mil devem migrar em 2025”, informou.
Fonte: Agência Estado
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