O consumo de GLP deve bater recorde em 2025 e ganhar ainda mais impulso em 2026, com o programa Gás do Povo, projeta a EPE. A estatal do planejamento energético estima que a demanda pelo GLP deve fechar o ano com crescimento de 2%. A previsão é que no ano que vem as vendas acelerem ainda mais e a comercialização do combustível cresça mais 3,7%, atingindo o patamar histórico de 8 milhões de toneladas em 2026. A EPE destaca que a demanda pelo gás de cozinha deve crescer significativamente no curto prazo, impulsionada especialmente pelo programa Gás do Povo – que tem como meta distribuir cerca de 65 milhões de cargas/ano de botijão gratuitamente para famílias de baixa renda. A estatal também cita que a nova tabela do Imposto de Renda – que ampliou a isenção para rendas de até R$ 5 mil – também contribuirá para sustentar o crescimento do mercado brasileiro de GLP.
O Gás do Povo começou a rodar em novembro, em fase piloto. A meta do governo federal é que, até o fim deste ano, o programa alcance 1 milhão de famílias. Até 14 de dezembro, porém, 248 mil famílias haviam retirado o benefício. O governo alega que parte das famílias habilitadas ainda não retirou o benefício porque ainda aguarda o botijão atual se esgotar. A fase piloto do programa contempla dez capitais, incluindo Salvador (BA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Recife (PE), Teresina (PI), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). A expectativa do governo é que o Gás do Povo seja expandido para além das capitais a partir de janeiro e alcance cobertura nacional até março – quando o governo espera alcançar 15 milhões de famílias beneficiadas. A MP 1313/2025, que institui o Gás do Povo, ainda depende de aprovação do Congresso. A medida provisória precisa ocorrer em fevereiro de 2026, antes de caducar.
Fonte: Eixos
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