O diretor da ANP, Pietro Mendes, afirmou que a agência trabalha para reduzir os custos da infraestrutura de gás natural, com respeito aos contratos e metodologias internacionais. Ele reconheceu que o custo da infraestrutura tem um impacto negativo no desenvolvimento da indústria de gás e lembrou que essas discussões envolvem conversas com a Pré-Sal Petróleo (PPSA) sobre o acesso de terceiros às infraestruturas existentes e a redução das tarifas de transporte. Citou, ainda, a necessidade de criar um ambiente competitivo também para o GNL.
“Estamos tentando ampliar a oferta e resolver os problemas relacionados à infraestrutura para tornar essa indústria de gás mais competitiva”, disse. Ele lembrou que a ampliação da oferta de gás no país nos próximos anos passa por projetos como Sergipe Águas Profundas e o campo de Raia, além da possibilidade de importação do gás da Argentina. A CEO da Equinor no Brasil, Veronica Coelho, ressaltou que a abertura do mercado brasileiro de gás, com regras claras, foi crucial para a decisão de investimento no projeto Raia, no pré-sal da Bacia de Campos, que vai produzir 16 milhões de m3/dia de gás. O projeto é o maior investimento internacional da Equinor, com cerca de US$ 9 bilhões. “Precisamos desse tipo de confiança para investir e disponibilizar mais gás no país”, disse. A companhia norueguesa iniciou a campanha de perfuração dos poços da Raia na terça (24/3), em preparação para o início da produção, previsto para 2028.
Reposição de reservas
Mendes destacou ainda a necessidade de o Brasil repor as reservas de petróleo e gás, devido à expectativa de declínio da produção nos próximos anos. “Esta é a nossa missão-chave neste momento”, disse. Segundo ele, é necessário colocar mais áreas à disposição do mercado e lembrou que há expectativas de bons resultados exploratórios em regiões como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas.
Fonte: EixosCERAweek
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