Segundo levantamento da Abegás, o consumo de gás natural no Brasil cresceu 3,8% em 2025, em relação ao ano anterior. Ao todo, o mercado brasileiro totalizou 54,46 milhões de m³/dia.
O desempenho foi puxado principalmente pelo segmento industrial, que cresceu 5,3% no período, para uma média de 29,9 milhões de m³/dia.
A geração termelétrica também registrou avanço expressivo de 4,5%, reflexo do maior despacho térmico ao longo do ano. O segmento residencial teve crescimento de 8,8%, impulsionado por investimentos em expansão de rede e ampliação da base de clientes.
Dentre os destaques negativos, o setor automotivo registrou queda de 11,5% no consumo; e a cogeração recuou 7,1%.
Mercado de gás atinge 5 milhões clientes
Em 2025, o mercado de gás natural no Brasil atingiu a marca de 5 milhões de consumidores conectados – reflexo, sobretudo, da expansão da rede nos segmentos residencial.
A infraestrutura de distribuição de gás canalizado alcançou 46.698 km ao final de 2025, atendendo 516 municípios em todas as regiões do país e somando 5.022.394 clientes diretos.
Distribuição da rede por região: Sudeste: 36.143 km (266 municípios); Nordeste: 5.356 km (113 municípios); Sul: 4.246 km (126 municípios); Centro-Oeste: 583 km (3 municípios); e Norte: 367 km (8 municípios).
A região Sudeste concentra a maior parte da extensão e também lidera em número de clientes, com 4,29 milhões de usuários.
Guerra reforça do gás no transporte
Em nota, o diretor-executivo da Abegás, Marcelo Mendonça, afirmou que a guerra no Oriente Médio reforça a necessidade de o Brasil investir na indústria de gás natural para reduzir a dependência do diesel e fortalecer a segurança energética.
“É preciso aumentar a oferta da produção nacional, promover a redução de custos e ganhos de competitividade em elos da cadeia como escoamento, processamento e transporte e estimular o crescimento da infraestrutura”, comentou.
Mendonça também defendeu a interiorização do gás e o aprimoramento do ambiente regulatório para acelerar investimentos e entregas de projetos, além da criação de políticas públicas para estimular a demanda de frotas pesadas movidas a gás.
Fonte: Eixos
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