A presidente da Equinor Brasil, Veronica Coelho, visitou o local onde está sendo construído, pela Azevedo & Travassos Infraestrutura, o duto onshore do projeto Raia. O encontro, realizado na terça (12), teve como objetivo o acompanhamento da execução do furo direcional dos dutos que interligarão os trechos terrestre e marítimo (LVS – Landfall Valves) do gasoduto. No mesmo dia, também foi executada a solda inaugural onshore da Equinor, a primeira de um dos tubos terrestres que integrarão o projeto. Em comunicado, a Azevedo & Travassos Infraestrutura afirma que a visita da CEO da Equinor Brasil simbolizou não apenas um importante avanço na execução do projeto Raia, “mas também o fortalecimento da integração entre as equipes envolvidas na construção de um empreendimento estratégico para o setor energético nacional”. Localizado no pré-sal da Bacia de Campos, o projeto Raia contempla três descobertas encontradas no bloco BM-C-33 (Pão de Açúcar, Gávea e Seat), que contêm reservas recuperáveis de gás natural e óleo/condensado superiores a 1 bilhão de boe. A campanha de perfuração foi iniciada em março.
O projeto contempla o FPSO Raia, que está sendo construído pela Modec e terá capacidade para processar 126 mil bpd de petróleo e 16 milhões de m³/dia de gás associado. A plataforma será capaz de tratar o óleo/condensado e especificar o gás produzido, e o primeiro óleo está previsto para 2028. O gás especificado para venda será escoado por meio de um gasoduto offshore de 200 km, saindo do FPSO em direção ao Terminal de Cabiúnas (Tecab), na cidade de Macaé (RJ). Já os líquidos serão descarregados por meio de navios aliviadores. A Equinor já concluiu a instalação do trecho de 15 km de águas rasas do gasoduto e, agora, segundo Fabricio Aquino, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Equinor, está instalando o trecho terrestre do gasoduto, de cerca de 4 km, que vai até o Tecab. “Falta, ainda, o trecho de águas profundas do duto, que vai ser instalado ainda em 2026”, disse. A Equinor opera o projeto Raia com 35% de participação, em parceria com a Repsol Sinopec (35%) e a Petrobras (30%). A decisão final de investimento (FID) do projeto, avaliada em US$ 9 bilhões, foi tomada pelo consórcio em maio de 2023.
Fonte: PetróleoHoje
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