A Petrobras deu mais um passo para tirar o projeto de Sergipe Águas Profundas (Seap) do papel. A empresa lançou o edital para contratar o gasoduto que vai ligar as duas plataformas do projeto, Seap I e II, à costa. A empresa optou pelo modelo EPCI, de contratação da engenharia, aquisição, construção e instalação. A data de abertura das propostas é 26 de junho. A licitação é dividida em três lotes e cada um deles se divide entre fornecimento de bens e serviços. Entre os bens, a Petrobras definiu a aquisição de tubos, acessórios e equipamentos dos dutos rígidos de escoamento, juntas de topo, jumpers rígidos, pipeline end terminations (PLET), pipeline end manifold (PLEM), skid de válvulas, emergency shutdown valve (ESDV), umbilical terminal assembly (UTA), e materiais de ancoragem dos PLETs, PLEMs e risers. Como prestação de serviços, a Petrobras descreve o projeto de engenharia e serviços de instalação, além da interligação submarina do sistema de coleta de produção. O conteúdo local foi definido em 40%, considerando o somatório de serviços mais materiais do trecho riser de exportação de gás, no lote A; e também o somatório de serviços mais materiais do sistema de coleta, no lote B. A Petrobras acaba de fechar com a SBM a contratação dos dois FPSOs que serão instalados em SEAP. Em abril, a empresa aprovou a decisão final de investimentos (FID) do projeto SEAP I. O FID do módulo SEAP II já havia sido aprovado em dezembro de 2025. Juntas, as duas plataformas vão ter capacidade instalada para produzir até 240 mil barris de óleo por dia e processar 22 milhões de m³ de gás natural por dia. O início da produção de óleo está previsto para 2030, com exportação de gás a partir de 2031.
Fonte: PetróleoHoje
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