A Compass, controlada pelo grupo ¬Cosan e maior distribuidora de gás natural do Brasil, estreou na B3 em 11 de maio com um IPO de até 3,2 bilhões de reais, encerrando um jejum de quatro anos sem aberturas de capital na bolsa brasileira. A empresa opera por meio de um portfólio que inclui a Comgás (São Paulo), Sulgás (Rio Grande do Sul), Compagas (Paraná) e Necta, além da Edge, seu braço de comercialização e infraestrutura, atendendo clientes residenciais, comerciais e industriais em meio à abertura gradual do mercado livre de gás no Brasil. É nesse cenário que a companhia posiciona o biometano como principal vetor de crescimento, com meta de liderar a distribuição de gás renovável no país até 2030. Produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar, atividades agropecuárias e aterros sanitários, o combustível pode substituir fontes mais poluentes, como diesel, óleo combustível e GLP, em indústrias, veículos pesados e redes urbanas de distribuição. A aposta se encaixa num momento de transição energética em que o setor busca alternativas para descarbonizar a logística e a indústria sem abrir mão da segurança no fornecimento. “O ESG não é um conjunto de iniciativas isoladas, mas uma agenda intrínseca à visão, missão, valores e operações do negócio”, diz Adriano Zerbini, VP de Comunicação, Institucional e Sustentabilidade.
Em 2025, o biometano ganhou escala em toda a rede. A Comgás avançou no fornecimento em São Paulo; a Necta quadruplicou o volume distribuído e chegou a cidades como Presidente Prudente e Ribeirão Preto; a Compagas implantou em Londrina uma rede isolada abastecida 100% com o combustível renovável; e a Sulgás passou a injetar biometano diretamente na rede do Rio Grande do Sul. Outro marco foi o início da operação da Onebio, considerada a maior planta de biometano do Brasil, conectada à infraestrutura da companhia. Para sustentar esse crescimento, a Compass anunciou o maior plano de investimentos em distribuição de gás da história do estado de São Paulo: mais de 10 bilhões de reais entre 2025 e 2029 para ampliar a infraestrutura de gás natural e biometano. O volume reflete a escala do desafio e a convicção da empresa de que o gás renovável será peça central na transição energética no país. Em 2025, a empresa investiu 29,2 milhões de reais em 91 projetos sociais, beneficiando mais de 24.000 pessoas diretamente. Em diversidade, 44% dos cargos de liderança já são ocupados por mulheres, com meta de chegar a 50% até 2030. A companhia também mantém programas voltados para a formação e a inclusão de comunidades nos territórios onde opera. A segurança operacional também ganhou destaque: a taxa de frequência de acidentes com afastamento (LTIF) ficou zerada em 2025, resultado de programas de integridade de ativos, prevenção de danos à rede e monitoramento operacional com inteligência artificial. “Nosso objetivo é ampliar o acesso ao gás renovável e integrar esse combustível ao cotidiano das cidades e da indústria brasileira”, destaca Zerbini.
Fonte: Revista Exame / Melhores do ESG 2026
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