Realizado no último dia 27 na Casa Firjan, o encontro “Conversas para um Rio de Futuro” debateu os principais desafios estruturais do estado do Rio de Janeiro. Katia Repsold, country manager da Naturgy Brasil, participou do painel “Panorama das Concessões no RJ” ao lado de Anselmo Leal, diretor-presidente da Águas do Rio; Filipe Coelho, presidente do Sindicarga e Vinícius Roriz, vice-presidente da Light.
Os participantes foram unânimes em observar que, para atrair investidores no setor de infraestrutura, a previsibilidade com horizonte de 30 anos e a segurança jurídica são fundamentais. Quando há necessidade de mudanças, o que é natural em períodos de tempo como esse, é preciso realizar uma análise de risco para avaliar os impactos. Se há muita judicialização, as oportunidades de investimentos ficam pouco atrativas.
Em sua fala inicial, Katia Repsold enfatizou o legado da Naturgy para o estado. “Ao longo de quase três décadas, promovemos a maior transformação energética do Rio de Janeiro. Nossos investimentos geraram cerca de 14 mil empregos diretos e indiretos e resultaram na triplicação da rede de distribuição, que saltou de 2 mil para mais de 6,6 mil quilômetros, dobrando o número de clientes para mais de 1 milhão”, afirmou. Ela lembrou ainda que todos os investimentos realizados se tornam um ativo definitivo para o estado após um eventual término do contrato, garantindo o avanço da gaseificação e o desenvolvimento socioeconômico.
“Estudos internacionais mostram que não renovar pode custar aproximadamente 30% do valor da renovação. Muitos contratos de concessão estão sendo renovados no Brasil e há uma lógica econômica por trás disso: é uma forma de atrair capitais e operadoras porque demonstra previsibilidade”, destacou a executiva.
Katia Repsold ressaltou que, como o Rio de Janeiro representa 70% da produção de gás do país, é preciso investir em políticas públicas para que o consumo das indústrias seja feito aqui. “Temos que aproximar o consumo do centro de produção de gás do Brasil que é o nosso estado. Investir na produção local de fertilizantes é um exemplo, já que, atualmente, 80% a 90% são importados. O gás é vital para a matriz energética carioca”, afirmou.
A executiva encerrou sua participação propondo um desafio que foi prontamente aceito por todos os participantes: “convido todos a montar um plano piloto para os próximos 30 anos do Rio de Janeiro, explorando nossas vocações, potencialidades e considerando como cada parte da sociedade pode contribuir”. concluiu Katia Repsold.
Fonte: Naturgy / Comunicação
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