A demanda global de GNL poderá aumentar 65% até 2050, para cerca de 700 milhões de toneladas por ano, segundo o LNG Outlook 2026 da Shell, divulgado nesta terça (30). No relatório, a Shell espera que a comercialização de GNL aumente em 2026. Mas alerta que a interrupção do Estreito de Ormuz reduziu cerca de um quinto do fornecimento mensal mundial de GNL desde o início do conflito, aumentando os preços no mercado à vista e afetando negativamente alguns países da Ásia. O que compensou o impacto do fornecimento do Oriente Médio foi a ampliação de novas instalações de liquefação na América do Norte, bem como desempenho melhorado nas usinas existentes e a diminuição das importações asiáticas de GNL. A partir disso, caso os fluxos no Estreito voltem ao normal neste verão, antes de voltar ao crescimento em 2027, o comércio total de GNL em 2026 pode ser semelhante ao do ano passado. “Embora seja necessário mais investimento tanto em infraestrutura de oferta quanto de demanda, a perspectiva de longo prazo permanece forte e o GNL continuará sendo uma força estabilizadora no sistema energético global”, prevê o presidente da Integrated Gas na Shell, Cederic Cremers.
Até 2030, a Shell espera que 180 milhões de toneladas anuais de nova oferta entrem no mercado. No entanto, conseguir se beneficiar desses volumes dependerá da disponibilidade de infraestrutura nos países importadores, incluindo capacidade de regaseificação e conectividade de gasodutos, especialmente no Sul e Sudeste Asiático. As regiões citadas responderão por 40% das importações globais de GNL até 2050, a fim de atender a demanda por energia. As previsões da Shell também mostram que o reabastecimento de GNL crescerá sete vezes, chegando a 27 milhões de toneladas até 2035. O valor é maior do que a quantidade importada pela Índia em 2025. E para atender a demanda crescente, a Shell espera investimentos significativos em novas usinas de liquefação de GNL durante as décadas de 2030 e 2040, com cerca de 200 milhões de toneladas por ano de novo fornecimento necessário, além dos projetos já em construção.
Fonte: PetróleoHoje
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