O consumo de energia elétrica no país foi de 48.021 GWh em maio, um aumento de 2,1% comparado a maio do ano passado, indica a EPE. É o segundo aumento consecutivo no consumo nacional mensal. Somente a classe industrial apresentou queda, de 0,7%. As classes residencial, comercial e outros tiveram aumentos no consumo de 4,2%, 5,1% e 1,2%, respectivamente. Já o consumo da classe comercial totalizou 8.983 GWh em maio deste ano. O resultado está alinhado ao desempenho recente da atividade econômica, conforme dados de abril das pesquisas mensais de comércio e de serviços (PMC e PMS) do IBGE. Outro fator que pode ter contribuído foi a ocorrência de temperaturas mais elevadas em parte do país, favorecendo o uso de climatização nos estabelecimentos, enquanto as temperaturas mais baixas na Região Sul podem ter impulsionado o consumo associado ao aquecimento de ambientes. Quanto às residências, o consumo totalizou 15.223 GWh. Apesar da expansão, observou-se desaceleração no ritmo de crescimento frente ao mês anterior. Da mesma forma que o comércio, as temperaturas acima da média registradas em parte do país podem ter contribuído para a manutenção da demanda por climatização, enquanto o clima mais frio na Região Sul pode ter estimulado o uso de equipamentos de aquecimento. A região Nordeste diminuiu o consumo em 3,2% no quinto mês do ano, enquanto as demais regiões expandiram seu consumo: Centro-Oeste (+4,6%), Sul (+3,5%), Sudeste (+3,1%) e Norte (+3,0%). O consumo nacional acumulado nos últimos 12 meses foi de 569.595 GWh, aumento de 0,5% na comparação com igual período do ano anterior.
Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre, com 22.015 GWh, respondeu por 45,8% do consumo nacional de energia elétrica em maio de 2026, com crescimentos de 2,8% no consumo e de 21,8% no número de consumidores, na comparação com maio de 2025. O Centro-Oeste foi a região que mais expandiu esse consumo (+7,4%), enquanto o Norte teve o maior aumento no número de consumidores livres (+32,1%). Já o mercado regulado das distribuidoras, com 26.006 GWh, que respondeu por 54,2% do consumo nacional, teve aumentos no consumo de 1,6% e no número de consumidores de 1,6% em maio de 2026. No mercado regulado, a região Sul teve a maior expansão no consumo (+5,3%), enquanto a região Centro-Oeste teve o maior aumento no número de consumidores cativos (+2,1%). Após a abertura do mercado livre para todos os consumidores do grupo A (alta tensão) em janeiro de 2024, houve migração para o ACL de mais de 25 mil consumidores em 2024 e outros 22 mil em 2025.
Fonte: EnergiaHoje
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