Segundo reportagem do Valor, a Petrobras começará a estudar a viabilidade de investir em unidades de liquefação de gás em alto-mar (“offshore”, no termo em inglês) para exportar a produção brasileira de gás, segundo fontes a par do assunto. Essa possibilidade surge em meio às discussões do programa “Gas Release”, previsto na Nova Lei do Gás, que busca ampliar o acesso de empresas privadas ao mercado de gás. A iniciativa, que precisaria ser regulada pela ANP, obriga que um agente dominante venda parte da produção de gás natural a concorrentes para desconcentrar o mercado. A discussão está na pauta da próxima reunião da agência, nesta sexta (07). Caso essa restrição à atuação da se confirme, a estatal avalia levar investimentos ao exterior. “Na forma como o ‘gas release’ está proposto agora, ele não gera nenhuma molécula de gás adicional. O programa tira o mercado estatal para dar ao privado”, disse uma fonte próxima à presidência da Petrobras ao Valor.
A Petrobras anunciou a terceira descoberta de gás na Colômbia. Com os três anúncios no país vizinho, a estatal supera toda a produção de gás de Sergipe Águas Profundas (SEAP), na Bacia Sergipe-Alagoas. O projeto brasileiro é considerado importante para ampliar a produção de gás da Petrobras, com previsão de duas plataformas e um gasoduto de escoamento de gás com 134 quilômetros de extensão. O projeto SEAP I tem capacidade de processar 10 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Enquanto SEAP II poderá processar 12 milhões de metros cúbicos de gás. A atividade da Petrobras na Colômbia não prevê ainda a exportação do gás, mas pode ser uma opção futura caso a regulação brasileira permita, disse essa fonte a par da presidência da companhia. A soma das três descobertas pode atender o mercado colombiano por 10 anos, garantindo a autossuficiência daquele país. A atua na Colômbia há 39 anos e é operadora do consórcio do Bloco GUA-OFF-0, com 44,44%, em parceria com a estatal colombiana Ecopetrol, que tem 55,56%. A produção nesse bloco tem investimento estimado de US$ 1,2 bilhão na fase exploratória e US$ 2,9 bilhões no desenvolvimento da produção. O projeto tem previsão de produzir 13 milhões de metros cúbicos de gás por dia em 10 anos.
Fonte: Valor Online
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