A Comgás já conectou duas plantas de biometano à rede de distribuição estadual e prevê novas conexões nos próximos 12 meses que elevarão o volume do biocombustível injetado para cerca de 800 mil m³/dia. O diretor de Suprimentos de Gás da Comgás,
Henrique Sonja, destacou que o mandato da lei do Combustível do Futuro cria um ambiente favorável a novas conexões. “Eu acho que é do ponto de vista da distribuidora, tendo mais plantas começando a produzir biometano, tendo mais demanda lá na outra ponta interessada em consumir esse biometano… E se isso acontecer porque a lei está criando este ambiente, para nós é um ambiente muito produtivo. Porque aí a gente vai ligar mais uma vez demanda numa ponta com produção na outra, construindo rede e destravando investimento”, comenta.
Sonja cita que um dos principais avanços regulatórios para viabilizar as conexões foi a criação, pela Arsesp, em São Paulo, da tarifa de distribuição específica para produtores de biometano — a Tusd-Verde. “Até então a gente tinha um modelo que ele era único e exclusivamente focado na economicidade do projeto e no financiamento integral pela distribuidora. O regulador foi sensível ao tema, criou uma alternativa em que parte desse investimento, caso o modelo regulatório que a distribuidora tem não seja compatível, o produtor possa também financiar através da Tusd Verde”, comentou.
Fonte: Eixos
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