O ritmo de novas migrações de indústrias para o mercado livre de gás natural deve desacelerar na virada do ano, em relação à janela passada, na visão da NewGas, empresa que faz a gestão de contratos de consumidores livres. Para o diretor-executivo da NewGas, Pedro Franklin, a desaceleração é um processo natural, já que as grandes migrações já ocorreram. “Janeiro de 2026 teve um volume grande de consumidores migrando para o mercado livre. Em 2027, a gente está percebendo que vai ser um volume bem menor de novos migrantes”. Agora, destaca Franklin, os vendedores de molécula precisarão pulverizar a abordagem comercial para captar consumidores menores, com apetites também menores à migração. Segundo ele, faltam, hoje, condições mais competitivas para convencer esses consumidores de menor porte. “Tem muito espaço ainda para migrações, mas são volumes muito menores. Esses 16 milhões [de m³/dia] que hoje estão no mercado livre podem chegar a 22, 23, 25 milhões de m³/dia no máximo, mas vai ser de uma forma mais gradativa”. “O pequeno consumidor tem um contrato muito simples com a distribuidora, não tem nenhuma penalidade… As propostas que nós temos no mercado livre não são tão competitivas para esse nicho de mercado ainda”, explicou.
NewGas quer comercializar gás
A NewGas, aliás, se prepara para entrar na atividade de comercialização e mira, justamente, os clientes com volumes menores de consumo. “O grande comercializador e o grande produtor não estão interessados em entrar nesse mercado”, disse. A NewGas teve parte de seu capital adquirido pela Pacífico Energia, trader com atuação no setor elétrico. A expectativa é, a partir do ano que vem, iniciar algumas operações no mercado livre de gás.
Fonte: Eixos
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