Após dois anos de migração ao mercado livre, o consumo de gás natural da CSN não apresentou grandes mudanças. É o que falou o Gerente de Planejamento Energético da empresa, Vinicius Oliveira, em uma mesa que discutiu os vetores de expansão da demanda de gás na ROG.e 2026. Na visão de Oliveira (e de boa parte da indústria), um dos grandes vilões do entrave deste consumo é o preço da molécula. Até 2024, quando migrou para o mercado livre, a CSN consumia cerca de 1,3 milhão de m³ por dia, montante esse que está focado no processo siderúrgico do aço.
A companhia acredita que o gás é um grande vetor de descarbonização, no entanto, enxerga uma demanda que ainda está travada. Segundo ele, ao fazer migração para o mercado livre, a CSN discutiu sobre incrementar o uso do gás no alto-forno e em outras aplicações, como na frota de transporte que dispõe. “Só que a gente precisa analisar o preço. Eu acho que, hoje, o preço é o grande inibidor. Eu não cresci nenhuma demanda de gás na CSN por ter migrado ao mercado livre. A mesma quantidade de gás que eu usava antes de migrar é o mesmo gás que eu uso hoje, a mesma quantidade”, disse o executivo. Para além do preço da molécula, Oliveira sinaliza que os custos com transporte e distribuição também são fatores que afastam os consumidores. De acordo com ele, a questão trouxe entraves até para a própria CSN, a fim de comercializar excedentes. “Eu deixei de fazer operações de curto prazo.
A CSN tem esse vanguardismo, a gente foi e migrou para o mercado livre e pensou: ‘Poxa, a gente quer de fato aproveitar todas as nuances do mercado, um mercado secundário de molécula’. Mas eu deixei de fazer pelo menos umas 40 operações por causa do multiplicador de transporte”. O gerente afirmou ainda que a indústria olha com expectativa para o aumento da oferta e apontou que a CSN já mapeou um volume relevante de gás que poderia substituir matrizes de maior emissão de carbono.
Fonte: BrasilEnergia
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