A Eneva assinou com a Vports, autoridade portuária do Espírito Santo, contratos de uso de áreas no Porto de Barra do Riacho, em Aracruz (ES), para instalar um terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) e termelétricas a gás. Com isso, a companhia confirma o Espírito Santo como a sede do Hub Sudeste, em detrimento do Rio de Janeiro – a outra opção considerada pela empresa. O Hub Espírito Santo terá 690 MW de capacidade instalada e compromisso de entrega de potência por 15 anos, com início de operação comercial em agosto de 2031. Os contratos de potência foram assegurados no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026. O GNL chegará de navio ao terminal para abastecer as usinas do complexo. Os contratos com a Vports garantem o uso das áreas até dezembro de 2046, com possibilidade de renovação, e estão sujeitos a condições precedentes, segundo a Eneva.
Eneva fica com 100% do projeto
A Eneva informou nesta terça que deterá uma participação de 100% no projeto. Originalmente, a empresa previa a possibilidade de entrada de um parceiro com até 49% do então chamado Hub Sudeste. Na ocasião da vitória no LRCAP, a Eneva estimou em R$ 18,2 bilhões o investimento nos novos complexos termelétricos e terminais de GNL. Desse total, até R$ 4,4 bilhões ficariam com eventuais sócios. A Eneva foi a grande protagonista do LRCAP 2026, tendo negociado 3,65 GW de novas temelétricas a gás, divididas em três hubs: Sudeste (agora Espírito Santo), Ceará e a expansão do Hub Sergipe.
Eneva realoca capacidade do Sudeste no Ceará)
A Eneva informou, ainda, que o Hub Ceará passará a ter uma capacidade de 1,659 GW. 460 MW que originalmente comporiam o Hub Sudeste passam a integrar o Hub Ceará. As usinas ficarão em Caucaia (CE) e serão abastecidas pelo terminal de GNL que a empresa já desenvolve no Porto do Pecém. Da capacidade total do Hub Ceará, 1,2 GW tem compromisso de operar em agosto de 2029; e 460 MW em agosto de 2031. Tanto o Sub Espírito Santo quanto o Hub Ceará ficam na área de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e são elegíveis ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi).
Fonte: Eixos
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