O petróleo WTI estendeu as suas perdas na terça-feira (29), pressionado pela perspectiva de aumento da oferta da commodity com a possibilidade de suspensão dos cortes de produção da Arábia Saudita e da Rússia.
O petróleo WTI para julho fechou em baixa de 1,7%, a US$ 66,73 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), anotando a sua quinta sessão consecutiva de perdas. O Brent para agosto, por sua vez, devolveu a maior parte dos ganhos da sessão e fechou em leve alta de 0,1%, a US$ 75,39 o barril na ICE Futures, em Londres. Apesar da leve recuperação de hoje, o Brent ainda recua mais de 4,1% em relação ao fechamento de quinta-feira passada (24).
O petróleo começou a cair de maneira acentuada na sexta-feira (25), quando o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, deu sinais de que a Opep e seus aliados podem flexibilizar os cortes de produção em breve. Al-Falih disse acreditar que “no futuro próximo será a hora de liberar a oferta” de maneira suave para evitar choques ao mercado.
Quando a Opep, a Rússia e outros produtores se encontrarem em junho, “faremos o que for necessário” para acalmar os consumidores, disse.
Os cortes de produção coordenados pela Opep, que devem terminar no final de 2018, ajudaram a absorver um excesso de produção que tem pesado sobre os preços desde o fim de 2014 e levaram o petróleo ao seu maior nível desde novembro de 2014 na quinta-feira da semana passada.
“Eu acho que teremos tudo isso em antecipação à reunião da Opep. O mercado está precificando que eles removerão o limite de produção”, disse Bill Baruch, presidente da Blue Line Futures. A próxima reunião da Opep está marcada para o dia 22 de junho, em Viena.
Ainda assim, os preços do petróleo receberam um impulso recentemente do prêmio de risco devido às incertezas no Irã e na Venezuela. As sanções econômicas dos Estados Unidos devem prejudicar a produção de ambos os países e reduzir a oferta global de petróleo.
Fonte: Valor Online
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