Os contratos futuros do petróleo encerraram a sessão desta terça-feira (2) em forte queda. A retração elevada nos preços da commodity ocorre apesar do acordo para manter a contenção da oferta global de petróleo, realizado por membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados.
Os contratos futuros do Brent para setembro encerraram o dia em retração de 4,08%, a US$ 62,40 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os contratos futuros para agosto do WTI fecharam a sessão em queda de 4,80%, aos US$ 56,25 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), menor valor desde o dia 19 de junho Hoje, as 14 nações produtoras de petróleo da Opep e um grupo de 10 países liderado pela Rússia chegaram a um acordo para estender por mais nove meses o corte na produção de petróleo em 1,2 milhão de barris por dia, segundo autoridades.
Segundo Georgi Slavov, chefe de pesquisa global do Marex Spectron, o acordo para essa extensão era o mínimo que se esperava e não é suficiente. “Precisamos de um corte mais profundo para elevar os preços”, afirmou, em entrevista à Dow Jones Newswires.
“O mercado de petróleo bruto rapidamente digeriu a decisão da Opep e seus aliados de manter os cortes de produção até março próximo”, disse Marshall Steeves, analista de mercados de energia da Informa Economics.
Segundo ele, no entanto, uma vez que o enfraquecimento do crescimento da demanda foi fundamental para o declínio nos preços do petróleo bruto em maio, com o acirramento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, “seu ressurgimento pode reacender uma tendência de baixa”, afirmou.
De acordo com estimativas coletadas pelo “The Wall Street Journal” entre 10 analistas de mercado, os estoques de petróleo caíram 2,6 milhões de barris na semana encerrada em 28 de junho. Os dados oficiais serão divulgados nesta quarta (3) pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).
Fonte: Valor Online
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