Modernizar a exploração do gás natural do Amazonas por meio da abertura e competitividade. Essa é a meta comum de representantes do setor no atual cenário de ampliação de matrizes energéticas, exposta em workshop sobre o tema realizado na manhã desta terça-feira (20), em Manaus.
A diretora de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, Simone Araújo, lembrou que os esforços pela diversificação do setor, monopolizado pela Petrobrás, vêm de longa data. “Ela (Petrobrás) continuará sendo importante, mas é importante que tenha um mercado aberto e competitivo”, frisou. Com base neste novo modelo, a pasta criou um programa de governança para possibilitar programas de eficiência e equilíbrio fiscal nos estados.
Em fase de ajustes finais, o Marco Regulatório do Gás sinaliza o primeiro avanço legal para efetuar a abertura com segurança jurídica regular. A medida deverá ser votada até o dia 15 de setembro na Comissão de Ciência e Tecnologia do Câmara. “A ideia é robustecer esse relatório com a participação do governo federal, da agência reguladora, do setor e dos próprios deputados, para facilitar a aprovação”, afirmou o deputado federal e membro da Comissão de Minas e Energia, Silas Câmara (PRB-AM), idealizador da medida.
O governador Wilson Lima destacou que o gás natural representa uma nova matriz econômica, tanto para o Amazonas quanto para o país, diante das incertezas geradas pela Reformas da Previdência e Tributária.
“Estamos criando um ambiente de negócios e criando a segurança necessária para as empresas que querem vir para o estado do Amazonas”, declarou, citando os aspectos ambientais da produção do gás natural como energia limpa e barata.
O Amazonas é o maior produtor de gás em terra firme no Brasil, contribuindo com 50% da modalidade produzida no país.
Fonte: A Crítica (AM
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