Os futuros do petróleo fecharam a sessão desta sexta (01) com ganhos acentuados após a divulgação de dados positivos nos Estados Unidos e na China, afastando temores de que a desaceleração econômica global prejudique a demanda pela commodity.
O contrato do petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 3,47%, a US$ 61,69 por barril, na ICE, em Londres, enquanto o WTI para o mesmo mês subiu 3,72%, a US$ 56,20 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). No acumulado da semana, o Brent acumulou leve alta de 0,11%, enquanto o WTI recuou 0,72%.
Mais cedo, o primeiro sinal positivo foi dado pela China, com o índice de gerentes de compras (PMI) da indústria do país asiático subindo para 51,7 em outubro, ante 51,4 em setembro, segundo o grupo de mídia Caixin e a empresa de pesquisa IHS Markit.
A leitura ficou acima da marca de 50, que separa o nível de expansão e contração da atividade.
Depois disso, o Departamento do Trabalho americano ajudou a injetar outra dose de otimismo ao divulgar que os Estados Unidos criaram 128 mil vagas de trabalho em outubro, superando a expectativa de 89 mil vagas. Além disso, revisões dos dados de agosto e setembro elevaram a leitura de criação de vagas em 95 mil. A taxa de desemprego subiu a 3,6%, em linha com a expectativa, de 3,5% da leitura de setembro, que foi a mais baixa desde dezembro de 1969.
Perto do fechamento do petróleo, os preços receberam ainda mais um impulso do dado de sondas de petróleo em operação nos EUA da Baker-Hughes, que indicou uma queda de cinco unidades na semana. O dado diminui a perspectiva para a oferta de petróleo e também ajudou a elevar os preços da commodity.
“O petróleo está intimamente ligado às expectativas de crescimento global e, embora as perspectivas ainda sejam preocupantes, o receio é sem dúvida menor do que já foi, depois dos cortes do Fed e das negociações comerciais”, disse o analista da Oanda, Craig Erlam.
Fonte: Valor Online
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