O presidente da Shell Brasil, André Araujo, considera “imperativa” a aprovação da lei do novo mercado de gás. O executivo, que participou na quinta-feira (21) da Live do Valor, afirmou ainda que desde o ano passado houve um movimento positivo, com diversos Estados revisitando suas regulações do setor, trazendo já maior competitividade para o gás natural. Segundo ele, o Brasil seguramente tem condições de atrair muitos investimentos no setor de gás.
“A aprovação do novo mercado de gás é imperativa, é aquela que traz o norte para o setor. Seguramente há vários outros aspectos que precisam ser definidos, particularmente a questão do transporte do gás, de entrada e saída, tem vários pontos que precisam ser endereçados, mas a aprovação da lei do novo mercado de gás vai trazer seguramente esse cenário positivo”, disse. “O que temos feito enquanto isso é trabalhar com o que temos”, disse, lembrando o projeto Marlim Azul, em Macaé, com início de operação previsto para 2023.
O presidente da Shell Brasil disse ainda que o mercado de energia é um bom vetor para contribuir para a expansão do mercado de gás natural. “As indústrias de óleo e gás estão colocando projetos que têm a perspectiva de trazer volume de gás maior para o mercado e a gente precisa fazer esse gás escoar”, ressaltou.
Questionado sobre o cenário para as energias renováveis, Araujo frisou que a pandemia não mudou a visão da Shell sobre o futuro do setor. “A mensagem que o grupo tem passado é que isso não é problema, isso é a realidade. Apesar da pandemia, o grupo Shell colocou agora, no dia 14 ou 16 de abril, a sua nova ambição de carbono. E nessa ambição de carbono, claramente, entre alguns pilares, tem uma ambição bastante agressiva que é as emissões líquidas de carbono em 2050 nas nossas operações vão ser zeradas”, afirmou. “Claramente a mensagem que temos é que a sociedade está mudando e a gente precisa estar muito pronto para atender os nossos clientes”, acrescentou.
Fonte: Valor Online
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