Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (17), pressionados pelos receios de que a aceleração do ritmo de contaminações por covid-19 no mundo prejudique a demanda por energia.
O contrato do petróleo Brent para setembro fechou, hoje, em queda de 0,53%, a US$ 43,14 por barril, na ICE, em Londres, encerrando a semana em leve queda de 0,23%. Já o contrato do WTI para agosto caiu 0,39%, a US$ 40,59 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York, nesta sexta, e ficou praticamente estável no acumulado da semana, com alta de apenas 0,09% no período.
“Nesta semana, os fundamentos em geral deram suporte aos preços, com destaque para uma forte queda dos estoques de petróleo e gasolina”, disse Robbie Fraser, analista sênior de commodities da Schneider Electric, em nota, se referindo aos dados divulgados na quarta-feira (15) pelo Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos.
“Ainda assim, a demanda por gasolina gerou algum receio com uma queda semanal, que se somou ao elevado número de pedidos de seguro desemprego e o número recorde de novos casos de covid-19”, pondera o analista.
A aceleração do ritmo de contaminações por covid-19 alimenta temores depois que a Califórnia anunciou, na segunda-feira (13), o fechamento de bares e restaurantes, entre outros estabelecimentos de serviços não essenciais. Ontem, os EUA registraram 77,3 mil casos da doença em 24 horas, de acordo com dados do Johns Hopkins Center, anotando novo recorde diário de contaminações.
Fonte: Valor Online
Related Posts
Petróleo cai com aumento de produção e corte de preço saudita
Os contratos futuros do petróleo terminaram o dia no negativo nesta segunda (06), enquanto o tráfego marítimo segue pelo Estreito de Ormuz e após o maior corte em mais de 20 anos nos preços do principal...
Em sessão de baixa liquidez, petróleo sobe com negociações EUA-Irã no radar
O contrato futuro mais líquido do petróleo Brent, usado como a referência internacional no mercado de petróleo, fechou em alta nesta sexta (03), em uma sessão de baixa liquidez nos mercados internacionais...

