A produção nacional em outubro foi de 3,692 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), sendo 2,874 MMbbl/d (milhões de barris por dia) de petróleo e 130 MMm3/d (milhões de m3 por dia) de gás natural. A produção de petróleo reduziu 1,2% se comparada com o mês anterior e 3% frente a outubro de 2019. No gás natural, houve aumento de 3,8% em relação a setembro e redução de 1,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
As informações são do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP, que traz dados detalhados da produção nacional referentes a outubro de 2020.
Pré-sal
A produção no Pré-sal em outubro foi de 2,535 MMboe/d, sendo 2,013 MMbbl/d de petróleo e 82,986 MMm3/d de gás natural. No total, houve redução de 2% em relação ao mês anterior e aumento de 5,9% em relação a outubro de 2019. A produção no Pré-sal teve origem em 117 poços e correspondeu a 68,7% da produção nacional.
Aproveitamento do gás natural
Em outubro, o aproveitamento de gás natural foi de 97,7%. Foram disponibilizados ao mercado 54,7 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 3,1 MMm³/d, uma redução de 13% se comparada ao mês anterior e de 13,8% se comparada ao mesmo mês em 2019.
Origem da produção
Neste mês de outubro, os campos marítimos produziram 96,8% do petróleo e 81,7% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 93% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil. Porém, os campos com participação exclusiva da Petrobras produziram 43,1% do total.
Destaques
Em outubro, o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 882 MMbbl/d de petróleo e 38,7 MMm3/d de gás natural.
A plataforma Petrobras 77, produzindo no campo de Búzios por meio de quatro poços a ela interligados, produziu 152,033 Mbbl/d de petróleo e foi a instalação com maior produção de petróleo.
A instalação Polo Arara, produzindo no campo de Arara, por meio de 33 poços a ela interligados, produziu 6,834 MMm³/d e foi a instalação com maior produção de gás natural.
Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 1.039.
Tupi, na Bacia de Santos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 58.
Campos de acumulações marginais
Esses campos produziram 543,1 boe/d, sendo 103,6 bbl/d de petróleo e 69,9 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 434,9 boe/d.
Outras informações
No mês de outubro de 2020, 268 áreas concedidas, três áreas de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 36 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 60 são marítimas e 208 terrestres, sendo 11 relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 6.612 poços, sendo 484 marítimos e 6.128 terrestres.
Neste mês, 33 campos permaneceram com suas respectivas produções temporariamente interrompidas devido aos efeitos da pandemia de Covid-19, sendo 16 marítimos e 16 terrestres, e um total de 60 instalações marítimas permaneceram com produção interrompida. Não houve alterações em relação a setembro.
O grau API médio do petróleo extraído no Brasil foi de 28, sendo 2,7% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 90,2% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 7,1% óleo pesado (<22 API).
As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 95,7 Mboe/d, sendo 75,7 mil bbl/d de petróleo e 3,2 MMm³/d de gás natural. Desse total, 78,1 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 17,7 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 11.447 boe/d no Rio Grande do Norte, 5.663 boe/d na Bahia, 249 boe/d em Alagoas, 194 boe/d em Sergipe e 154 boe/d no Espírito Santo.
Fonte: ANP
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