As vendas de etanol hidratado (que abastece diretamente os tanques) das distribuidoras aos postos foram de 1,7 bilhão de litros em novembro, de acordo com dados divulgados pela ANP. O volume representou uma redução de 8,9% em relação ao mês anterior, quando a comercialização foi de 1,87 bilhão de litros.
Essa foi a primeira queda mensal desde que o mercado começou a se recuperar do primeiro baque da pandemia, em maio. Em comparação com novembro de 2019, as vendas caíram 14%. No acumulado de janeiro a novembro, a comercialização foi de 17,3 bilhões de litros, ou 15,1% a menos que no mesmo período do ano passado.
Em novembro, o biocombustível ficou menos competitivo que a gasolina no Estado de São Paulo, o maior polo de consumo de combustíveis do país. Nos postos paulistas, as vendas de etanol em novembro recuaram 8,9% em relação a outubro e 13,9% na comparação com novembro de 2019, para 881,6 milhões de litros.
No início do mês, o biocombustível valia 70% do valor da gasolina nas bombas, exatamente dentro da relação em que os dois combustíveis são economicamente equivalentes. Porém, no fim de novembro, o etanol já valia 71% da gasolina, embora ainda guardasse uma diferença de mais de R$ 1 por litro nas bombas.
Mas a comercialização caiu também em Estados em que o etanol continuou competitivo, como Minas Gerais. No Estado, outro importante centro de consumo, o volume vendido caiu 8,8% de outubro a novembro e 13,3% no comparativo anual, a 246,9 milhões de litros.
No Paraná, onde o etanol não teve competitividade nas bombas em relação à gasolina, as vendas somaram 107,4 milhões de litros. O volume foi 12,5% menor que o de outubro e 31% que o de novembro.
Fonte: Valor Online
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