O aumento de 39% no preço do gás natural anunciado na última segunda-feira (5) pela Petrobras vai trazer prejuizos para a indústria de Mato Grosso do Sul. A informação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen. Na visão de presidente, o novo reajuste é um descompasso diante da fragilidade econômica vivida pelo Brasil atual.
“Como você pode ter no Brasil 2,5%, 3,5% de inflação e como é que você pode ter um reajuste de 39% num produto que é a base da economia da indústria? Na média de energia hoje, o reajuste é 15%, 20%, 30%, 18%, 27%. Ou seja, você vê que há um descontrole das contas públicas e dos números administrados pelo governo federal”.
Conforme o anúncio da Petrobras, o reajuste passa a valer a partir de 1º de maio para as distribuidoras. O índice, de 39% aplicado pela estatal, resulta da política adotada pelo governo federal, que vincula o preço do petróleo à taxa de câmbio. A atualização de preços é trimestral, tendo como referência os preços de janeiro, fevereiro e março para maio, junho e julho. No período de janeiro, fevereiro e março, o petróleo teve alta de 38%. Outro ponto que impactou no reajuste é a desvalorização do real.
Ainda segundo a Petrobras, quando for considerada a medida por milhão de BTU, o reajuste chega a 32%. Essa, unidade de medida utilizada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, é cotada em dólar.
Fonte: A Crítica (MS)
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