A alta dos combustíveis eleva a temperatura entre as associações de caminhoneiros. Na categoria, já há quem defenda uma greve geral contra o aumento do diesel. Essa turma usa como argumento a greve de maio de 2018, que parou o país. Na ocasião, o litro do diesel comum era vendido por R$ 3,60. Corrigido pela inflação, o valor atual seria R$ 4,11. Segundo os caminhoneiros, o problema é que, na média nacional, o litro está custando nas bombas R$ 4,61. Portanto, a conta não fecha. Os motoristas de aplicativos também afirmam que a disparada do preço dos combustíveis virou um problema quase instransponível. Eduardo Lima, presidente da Amasp, associação de condutores, informa que a recomendação da entidade é para os motoristas cancelarem as corridas curtas, porque deixaram de ser lucrativas. Em 2021, ninguém segura a inflação: o preço da gasolina aumentou 30,5% nos postos, enquanto o diesel subiu 24,2%. O etanol foi mais longe, com alta de 56,5%.
Fonte: Correio Braziliense / coluna Mercado S/A
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