Segundo seu CEO, Ricardo Mussa, a Raízen vai desacelerar os investimentos em biogás para reavaliar a estratégia no segmento. Uma das alternativas avaliadas é o uso do biogás para a produção de biofertilizantes – estratégia que pode ajudar a reduzir a pegada de carbono da companhia na produção de etanol e elevar os prêmios no fechamento de contratos. Além disso, projetos de biogás competem com os de etanol de segunda geração, na estratégia de destinação dos resíduos da cana-de-açúcar. “Decidimos que é necessário desacelerar um pouco a construção de plantas de biogás para compreender qual é a melhor proposta de valor para esse produto”, disse Mussa.
O foco da estratégia do grupo para o biogás, até então, vinha sendo a geração de eletricidade. Segundo o executivo, contudo, a companhia concluiu que esse não deve ser o melhor uso para o produto. Mussa ressaltou que as operações da empresa no segmento, até agora, são lucrativas, mas que existem alternativas que precisam ser avaliadas. “Vemos essa competição do biogás com o etanol de segunda geração no momento, que é muito mais relevante”, disse Mussa.
Fonte: Epbr
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