A brasileira Compass Gás e Energia solicitou a prorrogação por 180 dias da autorização para realizar testes de comissionamento em sua nova unidade flutuante, de armazenamento e regaseificação (FSRU) de GNL no estado de São Paulo, disse fonte familiarizada com o assunto à BNamericas. A atual autorização concedida pela Antaq, reguladora de portos e hidrovias, expira em 28 de agosto, mas a empresa do grupo Cosan ainda não recebeu sinal verde da ANP, órgão regulador de petróleo e gás, para iniciar os testes. O FSRU faz parte do terminal de regaseificação Compass LNG (TRSP) no porto de Santos, que será conectado através do gasoduto Subida da Serra à rede de distribuição de gás operada pela Comgás, também empresa do grupo Cosan.
Com investimento de aproximadamente R$ 670 milhões (US$ 135 milhões), o terminal terá capacidade para regaseificar 14 milhões de m³/d e armazenar 150 mil m³ de GNL. A assessoria de imprensa da ANP informou à BNamericas que ainda estão pendentes os documentos necessários ao cumprimento integral da resolução que regulamenta a construção, ampliação e operação de instalações para movimentação de petróleo, seus derivados e gás natural, inclusive GNL.
Após receber a documentação pendente, a agência terá 60 dias para analisá-la. A ANP afirmou ainda que a classificação da Subida da Serra como linha de transporte ou distribuição de gás não constitui pendência no processo de outorga de autorização do terminal. O assunto está sendo tratado por meio de consulta pública sobre minuta de convênio que poderá ser firmado entre a ANP e a Arsesp para que o gasoduto opere conforme a legislação federal e estadual. Na semana passada, durante um webcast para investidores, a Cosan disse que o TRSP está quase concluído, com início das operações previsto para o final de 2023.
Fonte: BNamericas
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