O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Indústria, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil terá um aumento da oferta interna de gás natural em 14 milhões de m³/dia, com a conclusão da unidade de processamento relacionada ao gasoduto Rota 3, da Petrobras. O empreendimento recebe o gás do pré-sal, da Bacia de Santos, volume que chega ao complexo petroquímico em Itaboraí (RJ). Alckmin recebeu hoje os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, além do presidente da Petrobras, Jean Paul, para discutir o aumento da oferta de gás natural e reativação de plantas de fabricação de fertilizantes nitrogenados. O vice-presidente estima que, com a conclusão da unidade de processamento de gás natural (UPGN), do gasoduto Rota 3, a oferta interna aumentará na proporção de um terço. Segundo ele, o Brasil consome 60 milhões de m3/dia, mas produz apenas 45 milhões m3/dia.
Em relação à retomada da produção de fertilizantes, Alckmin disse que pretende acelerar a reativação das fábricas de fertilizantes. Ele citou as plantas de Araucária (PR) e Três Lagoas (MS). “O Brasil é um dos maiores celeiros agrícolas do mundo e estamos importando quase 90% dos nitrogenados”, afirmou Alckmin a jornalistas, após a reunião. O ministro de Minas e Energia afirmou que o governo ainda trabalha nos detalhes para cumprir medidas do programa Gás para Empregar, anunciado no início do ano. Com a iniciativa, o governo pretende usar a PPSA, estatal com controle 100% da União, para trazer o gás produzido nas plataformas do pré-sal para a costa. Para Silveira, a política do gás no país havia sido “completamente abandonada”. “Temos pouca oferta e preços que nos tornam muito pouco competitivos”, afirmou o ministro, ao lado de Alckmin e Fávaro. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o gás natural é um insumo estratégico para as indústrias químicas e de fertilizantes, que hoje estão “ociosas”. Silveira disse que existe expectativa de aumentar a oferta de gás com outras iniciativas, citando a adição de volume de 16 milhões m3/dia em 2026 com projeto da Equinor, aumento da importação do gás boliviano e contratação de gás da região de região de Vaca Muerta, na Argentina, produzido por meio de processo não convencional de fraturamento de rocha (“fracking” ou “shale gas”). Fávaro disse que o aumento da produção nacional de fertilizantes terá impacto sobre o preço dos alimentos e efeito benéfico para economia do país.
Fonte: Valor Online
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