A forte queda do preço do petróleo reduziu a defasagem do preço do diesel no mercado brasileiro em relação ao mercado internacional e fez a gasolina ficar praticamente alinhada, informou nesta segunda (05), a Abicom, com dados do fechamento de sexta (02). De acordo com a Abicom, nas refinarias da Petrobras o preço do diesel está 7% mais baixo do que a parte norte-americana do Golfo do México, região usada como parâmetro para as oportunidades de importação de combustíveis. Já o preço da gasolina está alinhado com o preço internacional. Para equiparar o preço do diesel ao mercado externo a Petrobras poderia fazer uma redução de R$ 0,26 por litro, segundo a Abicom. O combustível está há 41 dias com janelas fechadas para importação, o mesmo período do último reajuste.
Já a gasolina está há 108 dias sem mudar o preço nas refinarias da estatal e tem aberto janelas pontuais para os importadores. A Acelen, na Bahia, aumentou a gasolina em R$ 0,11 por litro na quarta (31) da semana passada. Na média das refinarias brasileiras – que inclui três refinarias privatizadas no governo anterior -, o preço do diesel está 5% inferior ao externo e a gasolina 1% mais cara.
Nos postos de abastecimento, os preços dos combustíveis registraram estabilidade na semana de 28 de janeiro a 3 de fevereiro, segundo dados da ANP, na comparação com a semana anterior, apesar da volta do ICMS sobre os combustíveis no dia 01 de fevereiro. Com a captação de apenas três dias da volta do imposto, o preço médio da gasolina repetiu o valor da semana anterior nos postos, de R$ 5,56 por litro, segundo a ANP. O diesel subiu 0,1%, para R$ 5,92 o litro; e o gás de cozinha caiu 0,3% na mesma comparação.
Fonte: IstoÉ Dinheiro / Estadão Conteúdo
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