A falta de gás na Argentina por conta do frio fez com que cerca de 200 postos de serviço suspendessem a venda do combustível, enquanto o governo ordenou cortes de gás natural na indústria para começar a evitar apagões ou falta de energia elétrica a partir deste fim de semana, segundo a imprensa argentina. “Estamos aguardando uma resposta. No início, eram cerca de 100 postos de serviço afetados e, hoje, estamos próximos de 200. Dependemos da chegada dos navios para resolver a situação”, explicaram fontes do setor ao canal de TV “TN”, completando que esperam que tudo se normalize nos próximos dias.
A emergência foi motivada pelas baixas temperaturas, assim como pelo congelamento das tarifas do gás, que tiverem seu aumento adiado com o objetivo de evitar um disparo na inflação, a crise no Brasil devido às enchentes no Rio Grande do Sul — que tirou possíveis importações de energia elétrica do sistema — e o atraso nas obras públicas. Para evitar que o gás fosse cortado nas residências e empresas, o governo também iniciou uma restrição de fornecimento para aqueles usuários com “contratos interrompíveis”, como são os que têm na indústria têxtil, madeireira, entre outras. Segundo o “Clarín”, a Entidade Nacional Reguladora de Gás (Enargas) havia enviado na quarta-feira (22) uma nota interna às empresas com instruções caso o sistema entrasse em “pré-emergência”. Caso o gás não fosse cortado a esses usuários por falta de produto e queda de pressão dos gasodutos, teriam que começar os cortes de energia elétrica, que utiliza o gás como insumo. Com isso, o governo tenta evitar a todo custo os cortes programados que gerariam os apagões.
Fonte: Valor Online
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