As reservas provadas (1P) globais de petróleo e gás natural detidas por 175 empresas de exploração e produção (E&P) de capital aberto mantiveram-se estáveis em 2023, aumentando somente 1% ante os volumes de 2022, afirmou a U.S. Energy Information Administration (EIA). O órgão norte-americano analisou relatórios financeiros anuais das empresas nacionais e internacionais, que foram entregues a um regulador de valores mobiliários. No entanto, a EIA destaca que as conclusões não representam todo o setor global de E&P, uma vez que dados de empresas privadas não foram contemplados. A EIA estima que as 175 empresas analisadas foram responsáveis por cerca de metade da produção de petróleo por fontes não-Opep em 2023. Desse total, as 20 maiores empresas foram responsáveis por 67% dos 237 bilhões de boe em reservas 1P mantidas no final de 2023. As companhias adicionaram cerca de 14,9 bilhões de boe em reservas por meio de recuperação melhorada, extensões e descobertas. Essas adições são chamadas de “reservas provadas orgânicas”. Houve também a adição de 7,6 bilhões de boe por meio de compras de reservas provadas e de 3,4 bilhões de boe por meio de upward revisions. Combinados, esses aumentos foram suficientes para cobrir as reduções das vendas (de cerca de 2,5 bilhões de boe) e dos 21,2 bilhões de boe usados para produção no período.
Em 2023, os custos incorridos – custos de exploração, custos de desenvolvimento e aquisições de reservas não comprovadas – com as adições de reservas 1P orgânicas aumentaram 15% na comparação anual, por conta de custos de desenvolvimento maiores. Desses custos, 38% foram gastos pelas empresas em operações nos EUA; 20% na região Ásia-Pacífico, Rússia e Ásia Central; 15% na América Latina e 10% no Canadá. As mudanças ano a ano nos custos incorridos variaram entre as regiões, aumentando cerca de 20% nos EUA e na América Latina e aumentando cerca de 10% no Canadá. Os custos na região da Ásia-Pacífico, Rússia e Ásia Central permaneceram estáveis. “No geral, os custos incorridos no desenvolvimento de ativos representaram quase 90% do aumento total nos custos de exploração e desenvolvimento dessas empresas incorridos para adicionar reservas provadas”, explicou a EIA na análise.
Contudo, as compras de reservas não comprovadas feitas pelas empresas ficaram 60% abaixo da média de 10 anos (2013 a 2022), o que ajudou a compensar os custos de desenvolvimento mais altos. Apesar do aumento dos gastos em 2023, as adições de reservas orgânicas provadas por essas empresas caíram 8% em comparação a 2022, indicando um aumento no custo por barril. Sobre esse valor, a EIA aponta que o custo de descoberta – custo incorrido para cada barril adicional de óleo equivalente de reservas orgânicas provadas – aumentou 24% em relação à 2022, para US$ 20,06/boe. Apesar do aumento, os custos de descoberta permaneceram menores do que a média de 2014-2022 de US$ 22,50/boe e 45% menores do que os custos de descoberta de 2014.
Fonte: PetróleoHoje
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