A Shell fechou uma parceria com a YPF, maior estatal de energia da Argentina, para desenvolver um plano de exportação de GNL (gás natural liquefeito). O acordo foi assinado na Holanda pelo CEO da YPF, Horacio Marin, e pelo vice-presidente executivo de GNL da Shell, Cederic Cremers. Em comunicado, a YPF explica que a empresa holandesa ajudará a desenvolver a 1ª fase do projeto “Argentina LNG”. Essa etapa estabelece a construção de unidades flutuantes, com capacidade total de liquefação de 10 milhões de toneladas por ano. Eis a íntegra da nota (PDF – 179 kB, em espanhol). O comunicado aponta que o acordo significa o fim da participação da Petronas no projeto. Contudo, a estatal petrolífera malaia seguirá trabalhando com a YPF no desenvolvimento de La Amarga Chica, em Vaca Muerta, que abriga a 2ª maior reserva de gás natural não-convencional e a 4ª maior de petróleo do mundo. A YPF foi fundada como estatal em 1922 e privatizada em 1993. A companhia que pertencia a petrolífera espanhola Repsol voltou ao domínio do governo argentino quando a então presidente do país, Cristina Kirchner, aprovou uma lei de apropriação.
O projeto “Argentina LNG” tem investimento estimado em US$ 50 bilhões. Com várias etapas de desenvolvimento, o projeto busca exportar gás para os principais mercados globais. A primeira fase do projeto utilizará navios de GNL, enquanto as etapas futuras estimam a construção de instalações terrestres de liquefação. Em Vaca Muerta, o gás será transportado por meio de gasodutos. Em novembro, o ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, assinou um memorando de entendimento com o governo argentino para o fornecimento de 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia a partir de 2025. Para atrair os investimentos e parcerias, o presidente da Argentina, Javier Milei, conta com um ambicioso plano de desregulamentação econômica.
Fonte: Valor Online
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