O projeto da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) Miranga, da PetroReconcavo, está compatível com o planejamento setorial e a EPE recomenda a sua autorização, considerando sua relevância para o aproveitamento eficiente da infraestrutura existente, sua contribuição para a modicidade tarifária e seu alinhamento com os objetivos do programa Gás para Empregar. Essa foi a conclusão da primeira análise técnica feita pela EPE no âmbito do Decreto nº 12.153/2024, artigo 6-F, que dispõe sobre a autorização para as atividades das infraestruturas e instalações constantes do Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB). Recebido pela EPE no final de fevereiro de 2025, o projeto foi analisado em diálogo contínuo com a ANP, respeitando os prazos regulamentares e buscando garantir a compatibilidade da nova infraestrutura com o planejamento energético nacional.
A PetroReconcavo vai investir cerca de R$ 350 milhões na construção da UPGN Miranga, sua segunda unidade de tratamento de gás na Bahia, além da UTG São Roque. A unidade terá capacidade de processamento de 950 mil m³/dia de gás, com possibilidade de expansão para 1,5 milhões de m³/dia. A UPGN será destinada ao tratamento e processamento do gás natural de todos os ativos operados pela PetroReconcavo que não estão interligados à UTG São Roque. O projeto tem previsão de início de execução no primeiro semestre de 2025, sujeito aos devidos processos de autorização e licenciamento, e tem expectativa de início de operação até o final de 2027. Localizada entre os municípios baianos de Catu e Pojuca, na região do Recôncavo, a UPGN Miranga está inserida em uma área estratégica, próxima a uma ampla malha de gasodutos de escoamento e transporte, estações de compressão e outras UPGNs já em operação, como Catu e Caburé, além de São Roque. Na visão da PetroReconcavo, a UPGN Miranga é a chave para a autonomia da companhia no midstream baiano. A análise técnica da EPE indicou que a nova unidade reforçará a capacidade de processamento regional. “Os estudos da EPE para este projeto foram elaborados na perspectiva do planejamento integrado setorial, a fim de que sua implementação não comprometa o uso eficiente das infraestruturas existentes”, disse Heloísa Borges, diretora de Estudos do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da EPE, segundo o comunicado.
Fonte: PetróleoHoje
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