O diretor de logística, comercialização e mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, disse que a estatal vem conversando com grandes consumidores de gás liquefeito de petróleo (GLP) por meio de venda direta. O negócio pode ser adotado como um caminho para se aproximar do mercado, segundo ele. Schlosser, durante teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre de 2025, afirmou que a petroleira já promove a venda direta de derivados a grandes consumidores e é natural chegar até “a ponta”, ao cliente final. A empresa se desfez do braço de distribuição de derivados com a venda da BR Distribuidora (atual Vibra) e da Liquigás. A expectativa da companhia, disse Schlosser, é de aumento na produção de GLP e com esse cenário, “precisamos de mercado.” “A já atua em busca de ser a melhor opção para o cliente. Se tiver racional econômico, isso [a venda direta de GLP] vai ser avaliado na nossa aprovação de projeto”, afirmou Schlosser.
Expansão
Na mesma linha, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, salientou que a empresa “está batendo na porta” de grandes consumidores, inclusive os do agronegócio. De acordo com a executiva, a busca consumidores industriais de GLP, não apenas o residencial, segmento no qual o insumo é majoritariamente negociado. Chambriard reiterou que a está expandindo “o mercado” de gás natural e recorda que a “teve a obrigação” de sair de alguns mercados. “Não podemos ter limitação para avançar nesses esforços. Queremos portas abertas para optar por melhor agregação de valor e a forma mais eficiente de colocar produto no mercado”, diz a presidente. Presente na teleconferência, o diretor financeiro e de relacionamento com investidores, Fernando Melgarejo, afirmou que a possibilidade de retorno ao segmento de distribuição de GLP vai seguir todo o rito de governança da Petrobas. “Só irá avançar se houver financiabilidade, dentro do limite da dívida”, afirmou. A meta de endividamento, disse ele, está mantida em US$ 65 bilhões.
Fonte: Valor Online
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