O diretor Comercial da Edge, Guilherme Mattos, entende que a financiabilidade é a pauta prioritária para se destravar o uso do gás natural no transporte pesado. E defende que a redução dos pedágios para caminhões a gás, nas rodovias, deveria ser pensada como política para impulsionar a substituição gradual do diesel nas estradas brasileiras. Mattos destacou que a entrada do gás no segmento de transporte pesado já está acontecendo, mas que são necessários novos estímulos para acelerar a transformação da matriz rodoviária. “A gente tem tecnologia, de montagem dos caminhões. A gente tem tem players, como nós, investindo na cadeia, tanto do suprimento do gás como na infraestrutura necessária ao longo das rodovias. E o fato que a gente precisa de um pouco mais de força para o investimento, para reduzir custo de capital”, defendeu. Ele vê avanços nesse sentido, como, por exemplo, a possibilidade de uso do Fundo Clima.
Paten
Este ano, o Congresso derrubou um veto presidencial e retomou um artigo do Paten que incluía projetos de infraestrutura de abastecimento de GNC ou GNL no rol de projetos elegíveis aos recursos do Fundo Clima. Mattos, aliás, acredita que o uso de caminhões abastecidos a GNL será uma tendência, já que eles possuem uma autonomia maior que o caminhão a GNV. “O GNL consegue dar uma autonomia muito próxima ao diesel”, explica o diretor.
Fonte: Eixos
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