Enquanto se prepara para cumprir o mandato do biometano, a partir de 2026, a Equinor começa a avaliar entrar na produção do gás renovável, no futuro. “Estamos conversando com produtores, tentando entender a cadeia de valor, os custos e tem sido bem interessante. Porque a gente está vendo claramente uma total sinergia do gás com o biometano”, disse a gerente de Comercialização de Gás Natural da Equinor, Anna Carolina Neves. Ela conta que o movimento ainda é analisado com cautela, uma vez que a companhia norueguesa não tem a expertise no mercado brasileiro de biometano. “Ainda é devagar, porque são várias questões sobre a interiorização, transporte e a gente ainda não está acostumado a lidar com isso, mas estamos nos preparando para atender, sim, [o mandato] num curto prazo com os certificados. E depois, pensando em ter ambições de entrar numa parceria para ter produção também”, completou.
Consulta pública
O MME colocou em consulta pública a sua proposta de mandato inicial para o biometano, a partir de 2026: a meta de 0,25% (equivalente a um volume de 238 mil m³/dia) ficou abaixo da meta de 1% prevista na lei do Combustível do Futuro. A definição de metas individuais de redução de emissões (e formas de apuração de seu cumprimento) para empresas do setor ainda está sendo regulamentado pela ANP. Neves conta, no entanto, que a empresa vê o atingimento da meta com tranquilidade. Ela acredita que a Equinor terá, inicialmente, um volume pequeno a cumprir no mandato — uma vez que o crescimento de volume de oferta de gás natural da companhia só deve saltar, de fato, a partir de 2028, com a entrada em operação do projeto Raia.
Fonte: Eixos
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