A Petrobras foi responsável pela maior parte do volume de gás natural comercializado no mercado livre brasileiro no terceiro trimestre de 2025, resultado da estratégia da companhia para ganhar espaço nesse segmento. A estatal atingiu a marca de 6,5 milhões de m³/d de volume contratado nessa modalidade, o que representa cerca de 65% do total do mercado livre brasileiro, segundo o balanço financeiro do terceiro trimestre. A companhia ressaltou que a intensificação da atuação no ambiente livre visa equalizar sua participação nesse mercado à participação nos investimentos em exploração e produção. Entretanto, a estatal teve uma queda no lucro líquido do segmento de Gás e Energias de Baixo Carbono no terceiro trimestre, que ficou em R$ 51 milhões, redução de 70% na comparação anual. Segundo a companhia, a queda refletiu a “evolução competitiva nas vendas diretas de gás aos consumidores livres”, além dos menores preços do barril de petróleo e do câmbio, aos quais os preços do gás estão atrelados.
Ao todo, o lucro da estatal de julho a setembro ficou em US$ 6 bilhões, alta de 2,7% na comparação anual.
Base de clientes triplica
A estatal triplicou a base de clientes no mercado livre de gás em 2025. Levantamento da agência eixos mostrou que a companhia captou 12 novos clientes apenas no primeiro semestre. Desde o ano passado, a estatal vem se reposicionando no ambiente de contratação livre, depois de perder espaço para as comercializadoras privadas. A estratégia passou pela diversificação da base de clientes, atingindo consumidores menores, com a oferta de novas opções contratuais.
Se antes a companhia concentrava as vendas na indústria siderúrgica, passou a disputar novos mercados, como a indústria de cerâmica. A diversificação também foi regional: a estatal estreou no mercado de São Paulo, o maior do país, a partir de um contrato com a Suzano em maio. Os ganhos no mercado também coincidem com a entrada em operação da unidade de processamento do Complexo Boaventura (RJ), que ampliou em 21 milhões de m³/dia a capacidade de processamento de gás nacional a partir de novembro de 2024.
Fonte: Eixos
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