Redução do preço da molécula de gás se faz com aumento de produção, e para isso precisamos de investimentos, disse Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, durante o 1º Workshop do Programa de Redução da Concentração no Mercado de Gás Natural (Gas release), realizado nesta terça (10) na sede da FGV, no Rio de Janeiro (RJ). “O ponto principal que nos preocupa é o investimento no E&P e na infraestrutura de gás. Reduzir o preço da molécula se faz com aumento da produção, e ampliar a oferta significa colocar projetos em produção, como o Rota 3 e o projeto Raia. Esses projetos, no entanto, são complexos, e isso já diminui de forma rigorosa o número de investidores dispostos a apostarem [nesses projetos]”, disse. De acordo com a diretora, por conta desse cenário, a Petrobras precisa fazer suas escolhas. “Por isso fazemos nossa análise de portfólio. Mas é fundamental entendermos que, no país, quem está disposto a fazer esses investimentos é a Petrobras”, destacou Baruzzi.
Segundo a executiva, o desafio do setor de gás natural hoje não é forçar artificialmente a desconcentração, e sim propiciar meios para que esses investimentos sejam feitos. “Os investimentos vão propiciar mais gás e, portanto, preços mais competitivos para o país”, finalizou Renata. “Não podemos reduzir investimentos na produção de gás natural, principalmente nesses tempos de insegurança energética. A nossa produção de energia é estratégica para o país e tem que ser preservada”, disse Artur Watt, diretor-geral da ANP, durante a abertura do workshop. Para Paulo Pedrosa, presidente executivo da Abrace Energia, o problema, no entanto, está na demanda, e para o país ter demanda é preciso ter preço. “A solução não está apenas na oferta de gás, ela está no cenário como um todo. Precisamos ter coragem para afirmarmos a escolha que fizemos com a Lei do Gás. As decisões foram tomadas, agora precisamos implantá-las”, afirmou.
Fonte: EnergiaHoje
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