Segundo a coluna do Broadcast (Estadão), a Compass, companhia de gás do Grupo Cosan, que fecha na próxima semana uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) bilionária na B3, já tem demanda garantida para o lote base da oferta. A transação é estimada em R$ 2,8 bilhões. Este será o primeiro IPO da B3 em quatro anos e atrai investidores locais e estrangeiros. O montante considera o preço da ação no meio da faixa sugerida aos investidores, que vai de R$ 28 a R$ 35. Mas a expectativa é de que a oferta fique maior e possa se aproximar dos R$ 5 bilhões, com exercício dos lotes adicional e extraordinário, considerando que ainda restam alguns dias até sua precificação e o processo de IPOs é bastante dinâmico. A Compass é vista como uma empresa com receitas previsíveis, semelhante às companhias do setor elétrico na Bolsa, chamadas de ações defensivas. E no cenário atual, de forte volatilidade e incerteza com a guerra no Irã, esta previsibilidade do negócio é um ponto importante, afirmam gestores que compram ações. Com a demanda aquecida, já se fala em chance de rateio, ou seja, que a oferta tenha de ser dividida entre os investidores e nem todos tenham a alocação desejada. O período de apresentações para investidores é curto. As reuniões começaram ontem e terminam no dia 7, quando será definido o preço de venda das ações.
Além de reuniões no Rio e São Paulo, há encontros com investidores ocorrendo em Nova York e outras cidades dos Estados Unidos, e em Londres. A oferta vinha sendo trabalhada desde março pelos coordenadores e desde o início havia a impressão de que seria coberta. Entre os fatores de risco mencionados no prospecto estão os conflitos no Oriente Médio, sobretudo a guerra no Irã, que traz volatilidade ao mercado e afeta fluxos internacionais de capital, além dos desdobramentos da saída do ditador Nicolás Maduro da Venezuela em ação dos Estados Unidos, em janeiro. Nas apresentações que estão sendo feitas nos ‘roadshows’, o comando da companhia ressalta que a Compass vem conseguindo “entregar resultados sólidos” em diferentes ciclos políticos e econômicos, como a pandemia e a guerra na Ucrânia. Além disso, é a líder no mercado brasileiro de distribuição de gás e tem baixo endividamento – de 2,1 vezes a dívida em relação ao Ebitda (resultado operacional). A companhia ressalta também que o governo já tomou medidas para criar um mercado atrativo para investimentos privados no setor de gás no País. Entre eles, a nova Lei do Gás, em 2021, e o programa Combustível do Futuro, lançado este ano. A Compass teve Ebitda de R$ 5 bilhões em 2025. Aos acionistas, distribuiu R$ 5 bilhões em dividendos desde 2023, ressalta o material apresentado nos roadshows. O IPO tem como coordenador líder o BTG Pactual e a participação de Bank of America, Bradesco BBI, Citibank, Itaú BBA, Santander, JPMorgan, XP, BNP Paribas e UBS BB.
Fonte: O Estado do S.Paulo / coluna do Broadcast
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