O mercado de gás natural não está sendo impactado durante a guerra do Irã com a mesma intensidade que foi em 2022, com a guerra entre a Ucrânia e Rússia. Ainda assim, a crise atual tem repercussões sobre o mercado, como a valorização da diversificação de fontes de geração de energia e as retrações na oferta e importações, segundo análise da Argus. Com o conflito no Golfo Pérsico, devem ser perdidos 120 bilhões de m3 de oferta de gás, no período de 2026 a 2030. As importações globais de gás natural liquefeito (GNL) caíram 10% em abril deste ano em comparação a igual mês do ano passado. No mesmo período, os recebimentos de gás na região Ásia-Pacífico retraíram 14%.
Em contrapartida, cresceu a oferta de gás nos Estados Unidos e Canadá, mas não a ponto de eliminar o déficit do produto no mundo. Em alguns países, o carvão e outras fontes energéticas ganharam espaço no mercado para compensar a queda de oferta de gás. Para o longo prazo, a expectativa é de que a diversificação da matriz energética passe a ser ainda mais valorizada, assim como os fornecedores de gás que não estão no Estreito de Ormuz, região atingida pela guerra. “Projetos nos Estados Unidos, Canadá e Argentina podem se beneficiar da busca por segurança”, disse Lucas Boacnin, gerente da Argus. Ele participou de workshop, no Rio, em que foi apresentado o novo indicador de preço acessado pelo mercado de gás brasileiro da Argus. Outra consequência da guerra sobre o mercado de energia no mundo é a valorização do carvão, da geração nuclear e das fontes renováveis como alternativa na matriz energética, segundo Boacnin.
Fonte: PetróleoHoje
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