Mato Grosso do Sul vive um momento de pleno desenvolvimento econômico, e a infraestrutura de gás natural é um dos principais motores desse crescimento. Foi com essa mensagem otimista que a presidente da MSGÁS, Cristiane Schmidt, participou na manhã desta quarta (27) do programa Noticidade comandado pelo apresentador Rodrigão, na FM Cidade 97.9.
Durante a entrevista, a gestora trouxe novidades exclusivas que impactam diretamente a indústria e a geração de empregos no Estado.
O grande destaque da conversa foi um “spoiler” aguardado pelo setor produtivo: a MSGÁS iniciará suas operações em Dourados no próximo mês de junho. A operação começará com o abastecimento da indústria Seara por meio de carretas de Gás Natural Comprimido (GNC), marcando o primeiro passo para o início do abastecimento com gás natural a cidade de Dourados.
Além da expansão para o sul do Estado, a presidente reforçou o cronograma da maior obra da companhia: o Projeto Arauco. A MSGÁS vai investir R$ 160 milhões (sendo R$ 100 milhões neste ano e R$ 60 milhões no próximo) para construir 125 quilômetros de rede de Três Lagoas até Inocência, garantindo o suprimento para a nova fábrica de celulose da Arauco, com início de operações previsto para julho de 2027.
Abastecimento garantido e sem riscos
Para tranquilizar a população frente às notícias sobre a redução dos envios de gás da Bolívia, Cristiane foi categórica: “não há risco de desabastecimento no Mato Grosso do Sul. A diminuição da importação (que caiu de 30 milhões para 12 milhões de metros cúbicos diários) afeta apenas a arrecadação de ICMS do Estado, mas não a distribuição local”.
O gás que vem da Bolívia não afeta o nosso consumo aqui no Estado. “A MSGÁS consome muito pouco frente a esse transporte todo. Hoje, a nossa demanda roda na casa de 500 mil metros cúbicos diários”, explicou a presidente, ressaltando que 96% do consumo do Estado é voltado para as indústrias e termelétricas.
A entrevista abordou ainda a forte aposta da MSGÁS na descarbonização das frotas pesadas, visando alinhar o Estado à meta governamental de neutralidade de carbono até 2030. Segundo a presidente: A Eldorado já adquiriu 25 caminhões movidos a gás natural veicular (GNV); a Suzano pretende trocar toda a sua frota para gás natural até 2030; e a Arauco também já iniciará suas atividades utilizando caminhões a GNV. A companhia já iniciou estudos com mineradoras em Corumbá para implementar o combustível nos caminhões de minério.
Além do setor florestal, a MSGÁS revelou que já iniciou estudos de viabilidade com empresas de Corumbá para implementar o combustível em caminhões de mineração, buscando rentabilizar os investimentos feitos pela companhia na região no passado e promover a transição energética também neste setor.
Assista à entrevista completa
Fonte: MSGÁS / Comunicação
Related Posts
Entidades pedem a Lula regulamentação do Redata com gás natural
A Lei nº 15.504, sancionada em 15 de setembro de 2026, estabelece incentivos tributários para a instalação, modernização e ampliação de data centers no Brasil. Entre os benefícios estão a suspensão de...
De onde vem o gás natural? Entenda a diferença entre gás associado e não associado
A maior parte do gás natural utilizado hoje foi formada pela degradação da matéria orgânica de animais e vegetais, um processo que levou milhões de anos. As bactérias anaeróbicas e a exposição ao intenso...

