Emoção, orgulho e novas perspectivas marcaram a cerimônia de formatura do Projeto Força da Maré, no auditório da Associação Comercial de Santos. Cerca de 20 mulheres ligadas à cadeia da pesca na Baixada Santista receberam os certificados do curso de Salgados Congelados de Pescados, em uma celebração que simbolizou mais do que o encerramento de uma capacitação: representou novos caminhos de autonomia financeira, pertencimento e valorização da cultura pesqueira da região. Ao longo de 40 horas de aulas presenciais, divididas em módulos técnicos e práticos, as participantes aprenderam técnicas de preparo, precificação, empreendedorismo e inteligência emocional. A formação foi ministrada pelo Senac e pelo Sebrae, com aulas realizadas na Casa da Mulher de Santos, equipamento da Prefeitura. O projeto Força da Maré foi desenvolvido por meio de uma parceria entre Edge — empresa do grupo Cosan —, Senac, Sebrae, Casa da Mulher de Santos e da Secretaria Municipal da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos.
Segundo a gerente executiva institucional e ESG da Edge, Patricia Cevilaro, a iniciativa nasceu da escuta das necessidades da própria comunidade. “Sempre fazemos projetos junto à comunidade, faz parte da atuação da Edge a escuta ativa da comunidade para construirmos projeto. Essa foi a primeira turma e, pelo sucesso e pela receptividade, devemos ter outras. A parceria com Sebrae, Senac e Prefeitura foi muito importante e, agora, esse curso também entra para o portfólio do Senac”. O foco no empreendedorismo feminino também foi destacado pela gerente do Sebrae na Baixada Santista, Patricia Ovalle. “Trabalhamos no fortalecimento das mulheres como empreendedoras. Desenvolvemos um curso com a linguagem para esse público e suas necessidades, trabalhando também a inteligência emocional”. Para a secretária municipal da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos, Nina Barbosa, o contato com a Casa da Mulher fortalece o sentimento de pertencimento e autonomia.”Elas puderam conhecer tudo o que a Casa da Mulher oferece como equipamento, desde apoio jurídico, social e psicológico até nossa cozinha-escola. Sempre com o objetivo de dar autonomia e segurança a elas”, salientou.
Fonte: A Tribuna (Santos/SP)
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