A Petrobras fechou o segundo trimestre de 2026 com queda na oferta de gás natural nacional. Ao todo, a empresa ofertou 38 milhões de m3 por dia, uma queda de 2,6% comparado ao trimestre anterior. Em relação a igual período do ano passado, no entanto, houve um crescimento de 11,8%. O motivo para a queda da oferta foram as interrupções em unidades de produção e em gasodutos de escoamento. Este impacto foi parcialmente compensado pelo aumento do volume de GNL disponibilizado ao mercado. Como consequência, caiu o volume de gás consumido internamente no país no segundo trimestre deste ano. A Petrobras registrou redução de 2,2% em comparação com o trimestre anterior. O menor fornecimento de gás natural às usinas termelétricas para acomodação das flutuações do balanço de oferta e demanda também pesou no resultado. No período, foram vendidos 45 milhões de m3 por dia. “Em um contexto de elevada volatilidade dos preços internacionais, intensificada pelas tensões geopolíticas recentes, a Petrobras ofereceu aos clientes um mecanismo de mitigação da variação do Brent. A medida reduz o risco de aumentos abruptos de preços e contribui para preservar a demanda e a competitividade do gás natural no mercado brasileiro, em linha com a expansão da oferta nacional”, afirmou William França, diretor de Processos Industriais e de Transição Energética e Sustentabilidade. Ele será substituído por William Nozaki a partir da próxima semana. No segundo trimestre, para atenuar os efeitos da guerra do Irã nos preços do gás, a Petrobras definiu um mecanismo de bandas de preço atrelado ao Brent para o cálculo dos preços de venda do gás natural. A iniciativa estabelece limites mínimo e máximo de variação nos preços (piso e teto) e pode ser adotada pelos clientes mediante adesão formal por meio de aditivos contratuais.
Fonte: PetróleoHoje
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