A substituição do diesel em frotas urbanas pode gerar um mercado duas vezes maior para o biometano no Brasil, em relação ao potencial no setor industrial, mas a infraestrutura e a regulação ainda são desafios a serem superados a nível nacional, na visão do CEO da Orizon Valorização de Resíduos, Milton Pilão, que disse acreditar, no entanto, que a liderança de São Paulo na incorporação progressiva do biometano à frota de transporte público e de veículos de coleta da cidade ajudará a destravar a agenda de descarbonização da mobilidade urbana no restante do país. “A Orizon hoje está muito animada também com esse novo mercado que se forma para o nosso biometano”. Pilão cita que o biometano já tem se mostrado competitivo frente ao diesel no transporte e que a produção de veículos pesados a gás e biometano é uma barreira que começa a ser superada. Ele cita que São Paulo também avançou em outras dois gargalos – a parte de infraestrutura de abastecimento das garagens e a regulação dos operadores de frota de ônibus. “A gente trouxe aqui [em São Paulo] uma solução de ampliação desses contratos para que as empresas de ônibus possam fazer os investimentos na troca de frota e ter também uma previsibilidade de um tempo de operação mínimo para que tenha o retorno desse investimento. Todas essas pontas acabaram sendo tratadas ao longo dos últimos dois anos aqui em São Paulo. Eu acho que isso vai servir de exemplo para o resto do país para destravar toda essa agenda de mobilidade urbana”.
Fonte: Eixos
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