O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu o gás natural como fonte de energia para data centers e afirmou que a aprovação do Redata cria o ambiente legal para atrair grandes projetos ao Brasil. Silveira participou da abertura do evento sobre os dois anos da Lei do Combustível do Futuro na Câmara dos Deputados. O ministro foi questionado se a regulamentação do Redata pelo MME vai incluir o gás natural entre as fontes autorizadas a suprir os data centers, depois que o texto aprovado ampliou as opções de energia para esses empreendimentos. Silveira respondeu com a experiência americana, onde, segundo ele, estão em construção 6,5 GW de térmicas a gás voltadas a data centers. “Eu sou um defensor do gás natural muito veemente, porque os Estados Unidos agora estão fazendo 6,5 gigas de térmica e gás natural para data center”, disse. Para ele, o país já reúne as condições de produção e geração de energia, além do arcabouço regulatório e legal, para receber os projetos e atrair também capacidade em inteligência artificial. “O Redata foi um grande avanço para que a gente possa implementar grandes data centers no Brasil e eu acho que o gás natural também é uma frente”, afirmou.
Gás mais barato e menos reinjeção
Silveira aproveitou a oportunidade para retomar a agenda do gás para a indústria. Segundo ele, o gás natural precisa ficar mais barato no Brasil para fortalecer a indústria nacional, em especial os setores intensivos em energia. Pelo lado da oferta, o ministro defendeu reduzir a reinjeção do gás associado à produção de petróleo e trazer mais gás à costa, com plataformas projetadas para isso. Ele atribuiu ao governo anterior a contratação de plataformas que não permitem o aproveitamento do gás e afirmou que cabe ao governo obrigar as petroleiras a escoar mais gás para o país. Silveira mencionou também a discussão sobre a produção de gás em terra e o potencial do gás não convencional no Brasil, com destaque para as bacias do Paraná e do São Francisco, em Minas Gerais. Segundo o ministro, o Brasil é o maior importador de gás não convencional dos Estados Unidos, o que, em sua avaliação, não justifica deixar de tratar o gás como energia de transição.
Fonte: Eixos
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